domingo, 25 de abril de 2010

Adeus

Sei o que eu quero, aliás presumo, não tenho certeza. Tenho vontades, mas faltam movimentos. Como se a morte tivesse me alcançado antes do tempo, meu coração parou, os únicos fatos que eu vejo são os que ilustraram minha vida recentemente, e as previsões mais próximas não são boas. Toda hora um branco clareia minha mente, tudo que eu leio voa vagarosamente para algum lugar que eu nem sei nomear. Sinto-me angustiada, as horas passam, dançam, flutuam, e eu fico parada. Só queria ouvir certas frases, não queria que as coisas tivessem tomado esse rumo.
A solidão. Ela é boa quando você tem a certeza de que alguém te ama mesmo sendo abominável, ou quando você tem liberdade. Aprisionada, é como me sinto, pela dor dos que me amam, pela mentira que me cerca e pela pobreza de alguns que me rodeiam.
Ainda estou dispersa em um vazio, é a morte. Minha alma não tem salvação. Cheguei ao final do caminho, o sangue entre os espinhos já não estremecia ninguém. Lágrimas que não secam, gritos que não ecoam; eu tentei, eu juro, mas ninguém me ouviu. Não sei mais sorrir.

2 comentários:

Duda Vasconcellos disse...

noooossaaaaaa ... intensamente profundo. rs me descreve se vendo no espelho ? só pode ser. não tenho palavras animadoras nesse momento que lhe confortariam, talvez. só posso dizer que não está sozinha nesse jardim espinhoso.

Tassyane disse...

Profundo e marcante. Sentimento o qual eu bem conheço.