Deito na cama e procuro a mim encontrar, mas choro, e abraço-me para sentir que alguém também conhece minha aflição. Minhas mãos são frias, e a sensação é de arrepio. Encolhida, em meio a um quarto escuro, escolho o chão para me confortar agora, pois a solidão é mais frequente nas alturas. As lágrimas ainda não pararam de escorrer, e a solidão conseguiu me isolar mais uma vez do mundo. Na minha vida, há um desencontro. Desencontrei-me da minha alma, e quem achá-la vagando por entre a multidão, deixe que ela voe, pois irá conhecer a felicidade no sorriso de outrem.
3 comentários:
O problema não é que eu não a tenha encontrado, mas é querer que ela não esteja em mim. Por isso, o deixe que ela voe...E o desencontrei-me, quer dizer que em algum ponto, já estive com ela, pois sei o que é. Na verdade, isso é o que me aflige, abrir mão dela.
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