segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Flui

Flui... Andava descalça pela calçada, de repente estava em uma estrada de terra... Flui... Os cadarços dos tênis antes desconhecidos desamarraram-se em um ato de rebeldia, abaixei para amarrá-los e já não era para a terra, que antes sujara a sola do meu pé, que eu olhava como plano de fundo, mas a água cristalina de uma praia deserta. Afundei-me... Flui... Comecei a nadar e a cada imersão da mente em água sentia-me mais observada... Flui... A praia estava cheia. Cheguei à parte rasa e comecei a correr até que não sentisse mais a água em meus pés. Não sentia água, não sentia areia, não sentia nada... Flui... Voei em queda livre diretamente para algum lugar que não sabia nominar. Sentia-me! - pensara - era verdadeiramente eu. Agora a minha vida flui, voei para o paraíso!

Um comentário:

Roberto Borati disse...

fluindo se faz escrita.