segunda-feira, 16 de julho de 2012

Abrupto

Escolha: você ou viver! Se escolher viver, você morre, se escolher você, sobrevive. Escolhas, escolhas, escolhas... Mas o pior é ainda o que não se pode escolher. Quero abdicar desse ter que tomar uma atitude. Deixem-me apenas existir, pois já morri, e só vejo uma luz ao olhar para a superfície... Não, não é o sol que me chama para o dia, mas talvez um corpo com uma lanterna procurando pela alma. Eu não sei o porquê, mas comecei a ouvir alguém cantarolar meu nome, uma voz bonita que se sobressaía entre o canto dos pássaros. Pensei em como havia tempo em que não escutava o som da manhã, em que não admirava a beleza do céu; resolvi voltar para o meu corpo; e, agora, olhando o fundo do poço com aquela suave melodia passeando pela mente, perguntei-me quem me chamava, quem havia ousado tirar minha alma do fim, fazendo com que a perfeição do mundo me fosse exposta mais uma vez? Virei-me, então vi, surpreendi-me por não ser mais uma das minhas ilusões; o vazio sumiu para sempre!

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