segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Carta da minha transição
Amor se transforma em ódio de forma repentina, assim como o contrário poderia acontecer. Por que adiar algo inevitável se isso só trará dor? Por que ser fraca demais para não conseguir desistir de lutar? Não há falta de coragem em um suicídio, e sim medo de abandonar uma vida cheia de prazeres. Mas se isso já não é suficiente, por que insistir em viver? Nos escondemos de várias pessoas, mas é impossível nos escondermos de nós mesmos. Não quero continuar tentando, e é assim que me despeço, ao som de uma música desconhecida, que não pode me enganar. Se quem você ama engana-lhe para o seu bem, em quem mais confiar? Por que creditar a alguém a confiança que lhe é exigida excessivamente em nome de uma verdade que não existe? Mais uma vez, desse mundo carnal, feito de expectativas e frustrações, despeço-me; se não for corajosa o suficiente para ir até o fim, meu espírito já terá ido. Eu desisti de viver essa ilusão chamada vida, felicidade, solidariedade, transformação. Não há culpados, nem vitímas, somente executores. Aos que me amam, peço perdão, mas acho que perdi mesmo foi a noção. Quando você ouve de muitos que é louco, começa a questionar a própria sanidade. Talvez meu problema fosse ser sã demais, e tudo isso ao meu redor pesar muito mais do que eu podia suportar. Fui embora sem ao menos acabar com o que mais desejava, sem ao menos saber até que ponto alguns me amavam, mas acredito que nem se eu vivesse por muitos anos o saberia. Não sei quando será, quando foi; sei que não tardará, não tardou. Dói.
Afogo
Eu tenho medo da noite. Não temo a sombra do dia, mas a solidão que clareia. A noite é íntima, o dia é efêmero. Sinto cada vez mais, torno-me viva cada vez menos. Cada desacordo traz uma vontade de desistir, e, cada vontade, uma busca desenfreada por uma saída menos dramática, decisiva, fatal. E, ao mesmo tempo, tudo caí sobre minha mente de uma forma incongruente. São adversidades tão coincidentes e desconcertantes, que da mesma forma que a vontade surge, ela desaparece. É um pulsar de emoções, onde em uma balança, emocional e racional, tento equilibrar o que seria o certo. A minha relatividade entra em ação, e desta eu não consigo escapar. Cada conselho que escuto é diferente, cada música que ouço parece igual, mas percebi que as interpretações sempre pendem para o que eu desejo, porém o que eu almejo entra em conflito com o que não deveria desejar. E tudo isso faz-me ver que todas as minhas noites são iguais e que todas as noites da minha vida serão assim. Eu vivo amarrada em um cabo de força, de um lado puxa-me a felicidade, de outro a realidade; vivo nadando em um mar de solidão, e me pergunto todas as noites até quando conseguirei ter forças para simplesmente não me afogar.
domingo, 22 de agosto de 2010
Chorando palavras

Simplesmente não sei o que falar, pois minha escrita é a lágrima que não deixo escorrer pela minha face. Ouço música, mas nem esta é capaz de abafar todo meu arrependimento. Alguma vez achei que era esperta demais, que fazia tudo certo, que era a rainha dos sentimentos renegados, mas eu só não tinha aprendido a sentir de verdade. Como se rasgassem uma capa que cobria meu corpo, envolvendo minha pele, sem deixar que eu me preparasse, fui jogada no mundo das emoções. E a que conclusão consegui chegar? Que a capa não existia, e que eu já tinha sentido tudo aquilo antes, só não tinha amadurecimento o suficiente para saber o que era o verdadeiro amor. Tive que me iludir com uma paixão, para descobrir que eu sempre tive um amor, simplesmente porque peguei todas as boas coisas deste e entreguei a uma paixão ilusória. Enganei-me duas vezes. Achei que a pessoa errada era a certa, e ainda construí a imagem dela como alguém que nem ela mesma conhecia. E a única coisa que tirei de tudo isso é estar sozinha, sem saber se um dia meu amor retornará.segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Dois lados
Marasmo
Descanso
Erasmo
Alcanço
Suavidade
Tristeza
Felicidade
Frieza
Divagação
Sofrimento
Escuridão
Tormento
Ópio
Amor
Ódio
Rancor
Pensar
Dúvidas
Alienar
Estúpidas
Rosas
Perfumadas
Pragas
Enraizadas
Tudo se fez perfeito. E foi quebrado o encanto
A ilusão. O que era doce, amargou.
E o que era água, secou.
Descanso
Erasmo
Alcanço
Suavidade
Tristeza
Felicidade
Frieza
Divagação
Sofrimento
Escuridão
Tormento
Ópio
Amor
Ódio
Rancor
Pensar
Dúvidas
Alienar
Estúpidas
Rosas
Perfumadas
Pragas
Enraizadas
Tudo se fez perfeito. E foi quebrado o encanto
A ilusão. O que era doce, amargou.
E o que era água, secou.
sábado, 14 de agosto de 2010
Só pensando
Eu penso ser única, mas não sou. Eu penso estar sóbria, mas não estou. Eu penso estar na mesma, não, eu certamente não estou. Meus segredos ferem, e as manchas de sangue não são removíveis. Sinto que me perco a cada dia, ou talvez acho-me. Perco-me no sentido da minha escrita, quanto mais o tempo passa, mais longe fica meu obejtivo, meu livro. Porém, acho-me no sentido do conhecimento. É muito complicado divagar acerca de algo futuro, eu nem sei qual este é. Contudo, seja qual for, quero que seja o que eu sempre quis, e, isso, acho que sei o que é. Se vocês me entenderem, ótimo, se não, o que posso eu fazer? Se nem minha escrita condisser com minhas expectativas, que opções eu terei?
domingo, 8 de agosto de 2010
Confissão noturna
Deito a cabeça na noite clara, espero que o sono invada minha alma, mas ele não chega. Agito-me, ideias percorrem meu cérebro, palavras voam pela minha enorme massa cinzenta, meu coração arde com fortes palpitações. O que parecia perdido no nebuloso dia, encontrou-me no momento mais importuno de minha solidão. O que fazer então? Devo levantar-me e continuar a escrever meu livro, ou esperar e torcer para que amanhã eu ainda esteja com as ideias perambulando em minha mente? Como qualquer outro escritor inexperiente, ousei a acreditar que as ideias me aguardariam. Mais uma vez ilusão. Não sei com que sonhei, mas com isso eu já estava acostumada, o pior foi não mais saber em que pensava antes mesmo de libertar minha alma naquela madrugada iluminada. Contudo, aprendi. Agora, qualquer tolice que me passa pelas divagações noturnas são devidamente anotadas. E eu não sei até que ponto faço o certo, mas faço. Se o meu sonho é viver da minha própria escrita, temo que cada palavra ou pensamento meu perdido seja a chave de qualquer texto futuro, e isso me dá agonia.
sábado, 7 de agosto de 2010
Para um pai
Abri os olhos pela primeira vez e vi uma coisa que brilhava em minha frente, eram teus olhos. Tu me contagiaste com a tua alegria quando aqui cheguei, logo percebi que estava no lugar certo.
Existem vários adjetivos para te descrever: inteligente, talentoso, caridoso, amoroso, palhaço, implicante, brincalhão, mas, para mim, um dos melhores é contagiante.
Tu és tão contagiante, que consegues passar para todos tua agitação e calmaria, tua tristeza e felicidade. É como se todo o mundo fosse transparente e tu o colorisses. Tua cara emburrada é fofa, teus sorrisos preso ou inocente são doces e tua cara de bobo é simplesmente a melhor.
O sangue que pulsa em nós é teu, somos parte tua, e é por isso que queremos agradecer por ter um pai tão brilhoso e genioso como tu.
Pai, nem sempre um ourives consegue concretizar suas ideias na matéria, mas ele se adapta à joia criada. Assim, com o tempo, acaba percebendo que não queria que esta fosse de outra maneira, afinal, esta é tão valiosa quanto qualquer outra que poderia ter criado, pois possui a sua essência.
Obrigada por ser esse talentoso ourives,
obrigada por ser nosso pai.
Existem vários adjetivos para te descrever: inteligente, talentoso, caridoso, amoroso, palhaço, implicante, brincalhão, mas, para mim, um dos melhores é contagiante.
Tu és tão contagiante, que consegues passar para todos tua agitação e calmaria, tua tristeza e felicidade. É como se todo o mundo fosse transparente e tu o colorisses. Tua cara emburrada é fofa, teus sorrisos preso ou inocente são doces e tua cara de bobo é simplesmente a melhor.
O sangue que pulsa em nós é teu, somos parte tua, e é por isso que queremos agradecer por ter um pai tão brilhoso e genioso como tu.
Pai, nem sempre um ourives consegue concretizar suas ideias na matéria, mas ele se adapta à joia criada. Assim, com o tempo, acaba percebendo que não queria que esta fosse de outra maneira, afinal, esta é tão valiosa quanto qualquer outra que poderia ter criado, pois possui a sua essência.
Obrigada por ser esse talentoso ourives,
obrigada por ser nosso pai.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O que pensar?
Tenho dúvidas, todas as respostas são alteradas a todo o momento. O que será o certo? Acho que nunca saberei. Mas existem tantas pessoas, tantas cabeças, tanta gente. E o que pensam? Será que são também afligidas por pensamentos de escrita, ou análogos? Todas as pessoas são assim tão confusas quanto eu?
Ando e vejo pessoas
Porém não pensamentos
Quê pensam tais seres?
Possuem altos deveres?
Razão ilumina a mente
Luz mata a literatura
Avante, criatura
Sinta o prazer sensível
Além do inteligível
domingo, 1 de agosto de 2010
Pulsa
Seguro mãos que não são tuas, sofro consequências alheias, afundo-me em vão em velhas teias. Procuro abrigo, encontro no livro meu semelhante. Ele pede que a ordem se engula, perca-se entre rios vermelhos. Desassossego, sem saída, só entrada no mundo imaginário do medo. Sou eu quem te encontra em mente, alegremente sorrindo, paixão veemente. Faço do futuro uma realidade constante, onde teu semblante, o mais puro, construo na ilusão de minha imperfeição. Seguro mãos que são tuas, sofro consequências em tuas veias, afundo-me mais uma vez em tuas teias.
sábado, 31 de julho de 2010
A falta de você
A falta de você
Fez-me deveras esquecer
Seu doce encanto
O gosto dos seus gestos
Seu balançar palpitante
A suavidade de seus olhos
Seu ofegar errante
O brilho da sua boca
Aromas estonteantes
Pensamentos profundos
Mente exalante
Trazem suas veias
A falta de você
Fez-me deveras entender
O valor do recanto
Fez-me deveras esquecer
Seu doce encanto
O gosto dos seus gestos
Seu balançar palpitante
A suavidade de seus olhos
Seu ofegar errante
O brilho da sua boca
Aromas estonteantes
Pensamentos profundos
Mente exalante
Trazem suas veias
A falta de você
Fez-me deveras entender
O valor do recanto
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Ficção
Não sinto fome, não sinto sono com um lápis e um papel na mão. Pena só sinto por não viver na minha ficção. Laços bem feitos, poetas eleitos, verdadeiros cidadãos. Amor, amor, paixão. Nenhuma negação. Somente poesia, total maestria de ódio e perdão. Tecem fios de ouro, acolhidos pelo coro, alfaiates por questão. Lindas donzelas, praças amarelas, brilho de girassol. Cai o dia, amanhece a noite. Amor, amor, paixão. Põe-se o sol; clareia a escuridão.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Não é inferioridade
Não é questão de inferioridade, é de perfeição. As pessoas se contentam com tão pouco e fazem da sua pobreza o máximo. Agem como se o correspondente se satisfizesse com tamanha falta de perspectiva. Mas quando não é essa a realidade, afugentam-se como se a grandeza não fosse do conhecimento delas. Como admirar pessoas assim? Como amá-las? Talvez faltem pessoas para serem amadas por quem realmente conhece a magnificência desse sentimento. Sorte daquelas que já encontraram essas pessoas, azar das que não foram interpretadas dessa forma, assim achando que não eram o suficiente para alguns tão menos suficientes que elas próprias. Não é questão de inferioridade, é questão de ilusão.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Andei sonhando
Andei sonhando que a vida era simples e todos os amores eram reais. Quando sento para escrever, sinto-me envergonhada pelas divagações vivenciais tão obsoletas... Acreditar na perfeição de alguém é mais fácil do que crer na própria. Sou feita de sentimentos, talvez em demasia. Já preferi acreditar que minha mentira era uma verdade a encarar a própria. Com isso, enganei-me mais que a todos. Procurei em alguém tão imperfeito e ínfimo a pureza do amor. Encontrei ilusão. Enxerguei em alguém características tão magníficas, que pareciam irreais. E eram. Contudo, hoje vejo o erro que cometi. Simplesmente peguei tudo de bom que alguém já havia me dado e depositei em um ser que não merecia. E isso me rendeu muito. Descobri o que é a solidão, o arrependimento e o medo. Achei que conhecia a solidão, até encará-la de verdade. Esta pode ser cruel a ponto de não desejarmos mais existir. Existem vários tipos de arrependimento, mas eu sei que o que sinto agora é o pior de todos, pois me traí e traí quem me ama verdadeiramente. Meu medo é não conseguir consertar o trilho da vida. Talvez eu consiga, talvez não. Talvez morra só, talvez não. Talvez alguém entenda o que hoje escrevo, talvez não. Aprendi muita coisa com as pessoas que realmente se importaram, ou se importam. Algumas coisas, que antes eu era ignorante demais para perceber, vêm clareando minha mente em relação à vida e ao que realmente eu quero. As pessoas desapontam-me a cada amanhecer. Minhas habilidades se perdem em cada entardecer. E ao anoitecer, tudo que posso fazer é deitar minha cabeça no travesseiro e pensar como tudo ainda pode melhorar.
Ou não.
Ou não.
domingo, 27 de junho de 2010
Efêmera
Vivo em constantes recaídas que contrastadas com momentos felizes, fazem-me essa via de mão dupla. Não sei até que ponto a razão está ao meu lado, só sei que me enjoo do presente rapidamente, e do futuro mais ainda. Tudo que muda, em um passo, torna-se rotina. Sinto-me poderosa e fraca, visionária e sem perspectivas, amada e esquecida. Tudo que bate, passa, ideias voam, amores correm, mas uma coisa sempre fica: tristeza. Sorrisos falsos da felicidade encantam-me, e eu mais uma vez me perdi. Perco-me tanto, que a luz foge da minha alma por alguns instantes. E enquanto tais feixes luminosos não me seduzem novamente, sinto que minha perdição nunca me libertará, e que dela morrerei em loucura. Mas a luz por fim alcança-me, é um sentimento otimista, afinal, toda minha escuridão é uma parte, é a minha fraqueza. Ainda não aprendi a separar o lado espiritual do carnal da vida, creio que o mundo não tenha conseguido até hoje, contáveis são aqueles que o fizeram. E é isto, que ao meu ver, diferencia os homens. O pêndulo emocional não me abandona. A depressão talvez atinja-me um dia de forma que eu não suporte, mas quando eu chegar ao fundo do poço pela milésima vez, verei que é só uma questão de visão. Eu sou assim, minha intensidade torna-me efêmera. E a efemeridade é gozo para minha escrita.
sábado, 19 de junho de 2010
Inspiração
Perdi naquele momento, a sensação ousada, o sentimento errado, a inspiração momentânea. Dormi e acordei bem, sem me preocupar com o que na noite passada me fazia mal, e o que na noite que chega provavelmente também me fará. Medo da vida que segue, dos desafios, dos novos caminhos. Ousar é isso, é sentir medo, é se alegrar com o novo e não se limitar com o velho. Desespero-me, pois vejo mudanças. Eu mudei, mas todos que mudavam junto a mim não se utilizavam de um movimento uniforme. Eu sim. Não possuía aceleração, só podia contar com o tempo. A forma como as coisas me atingem talvez não seja como os atingem. Mas eu acordei. E isso não me incomoda mais. O que me incomoda é que eu tinha uma prosa, e agora tenho parte dela, um texto finito de meras palavras sem inspiração. Para onde ela foi? Não sei, mas espero que chegue com a noite que devagar caminha, para alcançar-me junto a tudo de errado, o que eu não poderia jamais sentir.
sábado, 5 de junho de 2010
Corrida do futuro
Soube que andei correndo por aí. Caminhar já não valia mais a pena, pensamentos consumiam-me. Música alta, cegueira mental. Não digo que errei, mas que em algum momento perdi a razão. O que controla a mente? Do que fujo? Por que insisto? Não lembrei. Eu quis chegar a algum lugar, qual? De repente o destino não me importava, só mais uma vez queria ter percorrido o caminho que tracei embaraçosamente. Queria limpá-lo, construir uma ponte de diamantes. Caí na loucura de acreditar que o passado é imutável. Contudo, se tudo se tranforma, o futuro, de alguma forma, é o passado reinventado no presente. E, por isso corro, corria, correrei, quero chegar no futuro rapidamente. Sei que a cada minuto que virá, reinventarei o passado de dois minutos atrás. E neste momento, perderei a noção de tempo, inventada pelo homem, que faz-me automática diante dos dias. Não quero prender-me ao tempo, à rotina, à insipidez. E, devagar, tento reconstruir meu passado, mudando meu futuro, agindo no presente. Embora tenha tropeçado, quando eu levantar, correrei mais rápido.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Intensa e ilusória
Eu queria estar escrevendo um texto diferente, mas minha intensidade não me permite. Na verdade, ela não me deixa fora de mim por um instante. Tudo que eu consigo no final é contato com meu interior mais sensível, mais aguçado, mais escondido, menos provável, selvagem, raivoso, ferido. Não, não foi dessa vez que me machuquei, nem da última, foram todas, que somadas e esquecidas, causaram essa depressão, forrada com "paredes de gentileza" e palavras ao vento, semeadas no engano. Vivo de ilusões. Sofrer não mais. Eu não me permito, escondo-me, remoo-me, eu não sei mais o que sucederá. Palavras fogem-me, corro das responsabilidades, tudo que resta são sentimentos. Estes me levam para outro plano. O que mais me interessa? Dei valor a quem não merecia? Ou apenas me iludi com o que não existia? Minha intensidade vendeu-me, colocou em mim o preço mais indigno, e como matéria barata, fui usada e jogada fora. E quem disse que seria diferente? Não sei nem o que pensar; mas o que me faz sentir como lixo certamente não é a mente tola de alguém, e sim a minha fraqueza de intensidade, a falta de controle da mente. Eu não me iludi com alguém, eu me iludi comigo mesma. Fiz de seres errantes, como todos os outros, peças importantes para minha melhoria espiritual quando não precisava de ninguém. O que eu preciso agora é apaixonar-me por mim, reavaliar-me. A mente controla a matéria, e a matéria controlará todos os outros. Eu pago pela minha intensidade, mas nesta, por fim, descubro minhas ilusões.
sábado, 29 de maio de 2010
Explosões
Definindo o vocábulo explosão de forma conotativa concomitante à denotativa, teríamos algo parecido com: manifestação súbita produzida pelo desenvolvimento repentino de uma força. Contudo, esta pode ser de vários tipos, fazendo com que as explosões sigam a mesma tendência.
A força que repentinamente tomou meu peito é como o fogo, queima, arde, ilumina, cega, é indefinida e não pode ser moldada. Este fogo se alastra como se o ar necessário para sua combustão fosse jorrado de uma especial proferição num sussurro doce, como se somente eu fizesse parte do mundo capaz de ouvi-la.
Todas as explosões, sejam elas de que tipo forem, trazem-nos a sensação de ruptura do antigo, de recomeço - talvez essa sensação esteja relacionada com algo que aprendemos na nossa infância sobre o Big Bang ou vice-versa -, mas também nos trazem a sensação de cautela, medo.
De repente, todas as nossas defesas de um sistema conhecido caem, e entramos no desconhecido com a cara e a coragem, sem proteções, sem armas. A explosão ocorreu! Somos desafiados pela nossa intuição. Caminhando por incertezas intuitivas, acostumamo-nos com o novo percurso, e com o tempo nossos escudos são resgatados. Entretanto, acreditem, quando isso acontecer, a próxima explosão ainda virá e poderá estar mais perto do que imaginamos.
A força que repentinamente tomou meu peito é como o fogo, queima, arde, ilumina, cega, é indefinida e não pode ser moldada. Este fogo se alastra como se o ar necessário para sua combustão fosse jorrado de uma especial proferição num sussurro doce, como se somente eu fizesse parte do mundo capaz de ouvi-la.
Todas as explosões, sejam elas de que tipo forem, trazem-nos a sensação de ruptura do antigo, de recomeço - talvez essa sensação esteja relacionada com algo que aprendemos na nossa infância sobre o Big Bang ou vice-versa -, mas também nos trazem a sensação de cautela, medo.
De repente, todas as nossas defesas de um sistema conhecido caem, e entramos no desconhecido com a cara e a coragem, sem proteções, sem armas. A explosão ocorreu! Somos desafiados pela nossa intuição. Caminhando por incertezas intuitivas, acostumamo-nos com o novo percurso, e com o tempo nossos escudos são resgatados. Entretanto, acreditem, quando isso acontecer, a próxima explosão ainda virá e poderá estar mais perto do que imaginamos.
Coletividade conturbada
O agrupamento de indivíduos de uma determinada espécie pode ser definido por uma palavra: coletividade. Os seres humanos são elementos do coletivo mundo. Mas seus pensamentos não evoluíram como o próprio conceito. Não precisamos abranger tal imensidão para mostrar a falta de coletivismo em nosso meio. Diante de problemas municipais ou estaduais de caráter social, vemos soluções tangíveis, porém ações mínimas. As volições individuais vencem as grupais. Nossos olhos percorrem inúmeras situações, às quais nossos cérebros respondem imediatamente com soluções já conhecidas por todos, mas por que são poucas as pessoas que se movem para torná-las reais? Quando defendemos o nosso mundo, os princípios máximos de bem, batemos no peito por orgulho pelo que possuímos, mas quando é o outro lado da moeda que está virado pra cima, o orgulho se esconde, dando lugar à vergonha, cegando-nos para os princípios antes defendidos.
O coletivismo é essencial. Contudo, enquanto não nos conscientizarmos de que somos nós que fazemos parte dele, nenhuma mudança ocorrerá significativamente no mundo. É fácil dizer que a mudança começa por nós, difícil é fazer sua parte acreditando que cada um fará a sua. ou evoluir a ponto de enxergar que se você pensa que a sua ação já pode mudar uma pequena parte, você já estará ajudando, inclusive se outras pessoas pensarem igual a você, ou seguirem seu exemplo, as pequenas partes, aos poucos, somam-se. Entretanto, se desistirmos e acharmos que o que faremos não ajudará em nada, e assim deixarmos de fazer a nossa pequena parte, a corrente simplesmente se quebra, fazendo com que coletividade nunca se recupere do tombo da depressão mundial que se iniciou na Idade Moderna.
O coletivismo é essencial. Contudo, enquanto não nos conscientizarmos de que somos nós que fazemos parte dele, nenhuma mudança ocorrerá significativamente no mundo. É fácil dizer que a mudança começa por nós, difícil é fazer sua parte acreditando que cada um fará a sua. ou evoluir a ponto de enxergar que se você pensa que a sua ação já pode mudar uma pequena parte, você já estará ajudando, inclusive se outras pessoas pensarem igual a você, ou seguirem seu exemplo, as pequenas partes, aos poucos, somam-se. Entretanto, se desistirmos e acharmos que o que faremos não ajudará em nada, e assim deixarmos de fazer a nossa pequena parte, a corrente simplesmente se quebra, fazendo com que coletividade nunca se recupere do tombo da depressão mundial que se iniciou na Idade Moderna.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Questionamentos insatisfeitos
Saindo da insignificância da própria existência, observando em escala impessoal nossos atos e os de todos que nos cercam, veremos um mundo tendencioso ao equilíbrio. Tantas pessoas, tantos pensamentos, semelhantes ou não, que juntos nos ajudam a construir uma realidade. Mas o que é real? Existimos de fato ou somos apenas partículas em constante movimento nos aproveitando das possibilidades? Como definir o real? As emoções são reais? Até que ponto sabemos se as emoções são criações da própria mente? A mente controla a matéria. Mas quem ou o que constitui a mente? Quem é a nossa consciência? Será nosso cérebro, feito de matéria? Mas se for o cérebro, não seria paradoxal algo sujeito à comprovação da própria realidade supor o que seria a mesma? Ainda assim ele é feito de matéria, o que tornaria a proposição estranhamente inválida, uma vez que a matéria não domina a própria matéria.
Então, o quê ou quem poderia nos dizer o que é real? O quê ou quem observa a suposta realidade que nos rodeia? Quem é a nossa mente, nossa consciência? Será nossa alma? Como provar?
Isso tudo é verdade?
Então, o quê ou quem poderia nos dizer o que é real? O quê ou quem observa a suposta realidade que nos rodeia? Quem é a nossa mente, nossa consciência? Será nossa alma? Como provar?
Isso tudo é verdade?
sábado, 15 de maio de 2010
Ansiedade
A mente se perde. A imagem se repete. Tudo é cor, som, ondas, luz, calor, agitação. A ansiedade simplesmente não se explica, sente-se.
Não há concentração, nem divagação, na verdade, existe a falta de comparativos. Tudo se relaciona a um objeto específico recognitivo do eu consciente e subconsciente.
Esperar, nessas horas, é como agir sem sofrer as consequências, é não conseguir mudar a realidade tão breve e não tolerar mais a mesmice que o novo fato explicita. É querer, conhecendo ou não, aventurar-se, ganhar e perder.
Ansiar é pressentir as consequências do que ainda está por vir.
Não há concentração, nem divagação, na verdade, existe a falta de comparativos. Tudo se relaciona a um objeto específico recognitivo do eu consciente e subconsciente.
Esperar, nessas horas, é como agir sem sofrer as consequências, é não conseguir mudar a realidade tão breve e não tolerar mais a mesmice que o novo fato explicita. É querer, conhecendo ou não, aventurar-se, ganhar e perder.
Ansiar é pressentir as consequências do que ainda está por vir.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Carta da minha perdição
Talvez nunca passe esse meu sentimento de culpa por não estar com você agora, de não ter tentado mais um pouco, quando sabia que meu amor por você era inesgotável.
A primeira vez que olhei para seus olhos, vi-me, e, neles, acabei me perdendo. Senti que dali em diante o que eu tinha que fazer era simples e claro:
Estar com você e amar-lhe!
O tempo passou, tudo mudou, e eu continuo amando-lhe. Não adianta, não há ninguém mais perfeito. Se me perguntassem hoje em dia se eu faria novamente tudo que fiz, eu diria que sim, com uma diferença, não deixaria você ir embora tão facilmente.
É com esse amor praticamente impossível nos dias atuais, e teoricamente perfeito, e você sabe que ele é, que me sustento.
Desculpe-me expor tudo isso mais uma vez, porém eu não me canso de dizer: Eu amo você com a certeza de que jamais amarei outro alguém da mesma forma. Você é insubstituível.
Eu me rendo, não vivo, eu apelo, grito, mas você não me compreende. E eu morro de dor, saudades, desespero, paixão, morro de amor.
A primeira vez que olhei para seus olhos, vi-me, e, neles, acabei me perdendo. Senti que dali em diante o que eu tinha que fazer era simples e claro:
Estar com você e amar-lhe!
O tempo passou, tudo mudou, e eu continuo amando-lhe. Não adianta, não há ninguém mais perfeito. Se me perguntassem hoje em dia se eu faria novamente tudo que fiz, eu diria que sim, com uma diferença, não deixaria você ir embora tão facilmente.
É com esse amor praticamente impossível nos dias atuais, e teoricamente perfeito, e você sabe que ele é, que me sustento.
Desculpe-me expor tudo isso mais uma vez, porém eu não me canso de dizer: Eu amo você com a certeza de que jamais amarei outro alguém da mesma forma. Você é insubstituível.
Eu me rendo, não vivo, eu apelo, grito, mas você não me compreende. E eu morro de dor, saudades, desespero, paixão, morro de amor.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Nada

Embora quase todas, ou todas, as questões a priori na ciência sejam comprovadas, o que levou alguém a chegar até elas? Tudo tem um precedente. Então, quando chegarmos à proposição essencial, se é que conseguiremos chegar, o que estará por trás dela? O nada? Talvez seja por isso que exista o além.
domingo, 9 de maio de 2010
Comunicação
Uma barreira vencida por muitos e um entrave na vida de outros, é a falta de comunicação. Seja por timidez,
reserva, a falta de comunicação pode trazer danos irreparáveis, destruir amizades e deixar de construir outras. A gente não se dá conta disso, mas a falta de comunicação entre as pessoas acaba gerando um preconceito ilusório. O tempo passa e a gente se remói por ideias acéfalas, criadas pelo nosso consciente com o intuito de disfarçar, subconscientemente, o medo da comunicação. O primeiro passo para promover "começos", mudanças e "fins" é organizar as ideias, e logo em seguida se encontra a habilidade de se expressar e tornar simples palavras em realidade, expondo a verdade. Palavras quando são usadas de forma verdadeira possuem muito valor, mas quando utilizadas com leviandade são facilmente refutáveis.
A comunicação oral é a boca da alma, a maneira mais simples de nos tornarmos humanos, arma poderosa de transformação.
reserva, a falta de comunicação pode trazer danos irreparáveis, destruir amizades e deixar de construir outras. A gente não se dá conta disso, mas a falta de comunicação entre as pessoas acaba gerando um preconceito ilusório. O tempo passa e a gente se remói por ideias acéfalas, criadas pelo nosso consciente com o intuito de disfarçar, subconscientemente, o medo da comunicação. O primeiro passo para promover "começos", mudanças e "fins" é organizar as ideias, e logo em seguida se encontra a habilidade de se expressar e tornar simples palavras em realidade, expondo a verdade. Palavras quando são usadas de forma verdadeira possuem muito valor, mas quando utilizadas com leviandade são facilmente refutáveis.
A comunicação oral é a boca da alma, a maneira mais simples de nos tornarmos humanos, arma poderosa de transformação.
terça-feira, 4 de maio de 2010
A busca pelo conhecimento puro
Tolice é empossar-se de alguém que nunca lhe mereceu, pior ainda é aceitar a conjugação de posse em qualquer pessoa. Cada um é livre, seja para dizer, ou ouvir o que quer. Tola fui eu, que um dia acreditei que uma palavra dita pudesse ter sido verdade, e ainda alimentei esse sentimento, adiando o inadíável. O que devia ser alterado, permaneceu, e o que nunca poderia mudar, na verdade, nunca mudou, porque nunca tinha sido. Triste é encarar a realidade, esperançoso é ver que com o tempo isso acaba nos fortalecendo.
Sócrates dizia que só poderíamos obter o conhecimento puro quando nossa alma estivesse totalmente livre de nossos corpos, pois estes estão sempre nos impedindo de pensar corretamente. Sendo assim, ou nunca obteríamos o conhecimento puro, ou só o obteríamos após a morte. Enquanto vivermos, poderíamos somente nos aproximar do conhecimento verdadeiro, através da comunhão entre corpo e alma maior que a necessidade, ou pelo não uso do corpo.
É do meu corpo que pretendo me afastar cada vez mais. Preciso encarar a realidade com a alma. Sem desejos, paixões, medos e todos os tipos de ilusões e tolices.
Aproximando-me cada vez mais do conhecimento verdadeiro, quero viver uma vida de paz, uma vida que vale a pena ser vivida.
Sócrates dizia que só poderíamos obter o conhecimento puro quando nossa alma estivesse totalmente livre de nossos corpos, pois estes estão sempre nos impedindo de pensar corretamente. Sendo assim, ou nunca obteríamos o conhecimento puro, ou só o obteríamos após a morte. Enquanto vivermos, poderíamos somente nos aproximar do conhecimento verdadeiro, através da comunhão entre corpo e alma maior que a necessidade, ou pelo não uso do corpo.
É do meu corpo que pretendo me afastar cada vez mais. Preciso encarar a realidade com a alma. Sem desejos, paixões, medos e todos os tipos de ilusões e tolices.
Aproximando-me cada vez mais do conhecimento verdadeiro, quero viver uma vida de paz, uma vida que vale a pena ser vivida.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Insolação da alma
A alma, situada entre nossas entranhas, não é lesionada pela insolação. Em vez disso, esta proporciona ao nosso eu mais profundo boas vibrações e, acima de tudo, iluminação. Engraçado sentir coisas tão contrastantes em tão pouco tempo. Tudo pesa, tudo tende ao equilíbrio, mas este somos nós que temos que buscar.
Meu desespero provém da angústia da busca da felicidade, do medo de machucar quem amo. Mas o que eu consegui hoje foi mais que me livrar daquele, foi mais do que qualquer passo que eu já tenha dado em busca da felicidade. Pela primeira vez, senti-me liberta.
Liberdade não é alguém dizer que você pode fazer o que quer, não é se sentir só. Liberdade é estar bem consigo mesmo, é saber que tudo o que você faz é porque você realmente quer e sabe determinar o que lhe faz bem. Eu diria que hoje caminho com mais leveza. Tudo que me prendia e me amarrava a um mundo tão pequeno, fez-me enxergar com o tempo o quão grande é o valor da vida. Liberdade não tem preço.
Talvez eu não seja feliz um dia, mas de uma coisa eu terei certeza, eu corri atrás. E se a felicidade me sorrir, seja da forma que for, eu saberei que aproveitei o máximo da minha liberdade para o bem.
Tudo acontece se acreditamos, o problema está em escolher no que acreditar. Porém, se livre e sem pressão, tudo que precisamos é de iluminação, e nada melhor que o tempo para clarear nossas ideias.
Eu acredito em destino, eu acredito em escolhas.
Eu já experimentei desta insolação.
Meu desespero provém da angústia da busca da felicidade, do medo de machucar quem amo. Mas o que eu consegui hoje foi mais que me livrar daquele, foi mais do que qualquer passo que eu já tenha dado em busca da felicidade. Pela primeira vez, senti-me liberta.
Liberdade não é alguém dizer que você pode fazer o que quer, não é se sentir só. Liberdade é estar bem consigo mesmo, é saber que tudo o que você faz é porque você realmente quer e sabe determinar o que lhe faz bem. Eu diria que hoje caminho com mais leveza. Tudo que me prendia e me amarrava a um mundo tão pequeno, fez-me enxergar com o tempo o quão grande é o valor da vida. Liberdade não tem preço.
Talvez eu não seja feliz um dia, mas de uma coisa eu terei certeza, eu corri atrás. E se a felicidade me sorrir, seja da forma que for, eu saberei que aproveitei o máximo da minha liberdade para o bem.
Tudo acontece se acreditamos, o problema está em escolher no que acreditar. Porém, se livre e sem pressão, tudo que precisamos é de iluminação, e nada melhor que o tempo para clarear nossas ideias.
Eu acredito em destino, eu acredito em escolhas.
Eu já experimentei desta insolação.
terça-feira, 27 de abril de 2010
O que não foi entregue
Como não mentir? Eu sei que a verdade lhe machucará, e me fará sofrer mais por lhe ver triste por minha causa. Além do mais, sou fraca demais para lhe dizer face a face este discurso, ao primeiro sinal de reprovação seu, eu desistiria, fora toda minha exposição. Então o transformei em carta.
Com tudo que aconteceu entre nós, todos os conflitos, sinto que você se afastou de mim. Nossa... Como sinto sua falta! Como sinto falta do seu orgulho por ter uma filha como eu. É triste como um mero detalhe pode afetar isso. Você sempre foi a pessoa que eu nunca quis me desgrudar, não conseguia nem viajar porque ficaria longe de você. Hoje, tenho medo de perder-lhe de vez. Do que adianta enfrentar o mundo se eu não a terei do meu lado? E foi isso que sempre importou pra mim, tanto você, quanto meu pai. Mas era com você com quem eu vivia agarrada. Mãe é mãe!
Eu decidi lhe falar isso porque me sinto só. Meu pai, a cada dia, parece mais próximo de mim, mas ele finge que nada aconteceu. Você parece estar distante, mas começa a se aproximar, e alguma coisa acaba acontecendo, e você se afasta de novo. E fica nesse vai-vém.
Eu agradeço, mãe, por você estar bem comigo atualmente! Cada dia que acordo, e vejo um sorriso seu, eu ganho o dia. Angustio-me antes de lhe entregar essa carta, pois sinto que esse elo será destruído mais uma vez. Mas da próxima vez, espero que ele não quebre nunca mais, que essa seja a última. Ou é isso, ou eu não sei.
Acordo todos os dias tentando encontrar um motivo pra continuar vivendo assim. Trabalhar, estudar, ser alguém na vida, só importa se você está bem consigo mesmo e com quem você ama, se não, que tipo de felicidade estaria querendo alcançar? Por isso meu desânimo ultimamente. Se minha própria mãe, a pessoa que mais me ama no mundo, não tem orgulho de mim, o que mais importa?
O único problema é que venho perdendo-me psicologicamente. Não sei quanto tempo aguento ainda viver assim. Eu já morri por dentro. Por favor, salve-me! Não de quem eu sou, ou de quem me tornei, mas de quem eu nunca fui, e de viver sem teu orgulho, afeto, amor. Não agüento mais viver uma mentira. Estou morrendo.
Isso é um apelo, por favor, mãe, seja feliz comigo. Permita-nos ser feliz, orgulhe-se de mim. Você me conhece de verdade.
Eu te amo muito, suficientemente para não lhe entregar esta que escrevo, pois sei que lhe traria profunda dor.
Com tudo que aconteceu entre nós, todos os conflitos, sinto que você se afastou de mim. Nossa... Como sinto sua falta! Como sinto falta do seu orgulho por ter uma filha como eu. É triste como um mero detalhe pode afetar isso. Você sempre foi a pessoa que eu nunca quis me desgrudar, não conseguia nem viajar porque ficaria longe de você. Hoje, tenho medo de perder-lhe de vez. Do que adianta enfrentar o mundo se eu não a terei do meu lado? E foi isso que sempre importou pra mim, tanto você, quanto meu pai. Mas era com você com quem eu vivia agarrada. Mãe é mãe!
Eu decidi lhe falar isso porque me sinto só. Meu pai, a cada dia, parece mais próximo de mim, mas ele finge que nada aconteceu. Você parece estar distante, mas começa a se aproximar, e alguma coisa acaba acontecendo, e você se afasta de novo. E fica nesse vai-vém.
Eu agradeço, mãe, por você estar bem comigo atualmente! Cada dia que acordo, e vejo um sorriso seu, eu ganho o dia. Angustio-me antes de lhe entregar essa carta, pois sinto que esse elo será destruído mais uma vez. Mas da próxima vez, espero que ele não quebre nunca mais, que essa seja a última. Ou é isso, ou eu não sei.
Acordo todos os dias tentando encontrar um motivo pra continuar vivendo assim. Trabalhar, estudar, ser alguém na vida, só importa se você está bem consigo mesmo e com quem você ama, se não, que tipo de felicidade estaria querendo alcançar? Por isso meu desânimo ultimamente. Se minha própria mãe, a pessoa que mais me ama no mundo, não tem orgulho de mim, o que mais importa?
O único problema é que venho perdendo-me psicologicamente. Não sei quanto tempo aguento ainda viver assim. Eu já morri por dentro. Por favor, salve-me! Não de quem eu sou, ou de quem me tornei, mas de quem eu nunca fui, e de viver sem teu orgulho, afeto, amor. Não agüento mais viver uma mentira. Estou morrendo.
Isso é um apelo, por favor, mãe, seja feliz comigo. Permita-nos ser feliz, orgulhe-se de mim. Você me conhece de verdade.
Eu te amo muito, suficientemente para não lhe entregar esta que escrevo, pois sei que lhe traria profunda dor.
Razão e dor
Ela queria poder separar seu emocional do racional, mas seu cérebro é que traz o sofrimento. Quantas coisas, quanto nada! Mistérios trazidos à tona, nunca resolvidos, revezam-se no palco de sua mente insana. Mistérios profundos que não se revelam racionalmente a ela, apenas permitem-na senti-los. Confunde-se. Sentir é o início de uma investigação do seu próprio eu, é tentar decifrar a consequência psicológica que algo traz a ela. Se for decifrada, ela a conhece, assim, sente mais dor. Não que a dor seja racional, porém os sentimentos e as emoções os são. Talvez seja por isso que a morte se apresente encantadora aos que sofrem, embora seja pura ilusão. Contudo, não ter mais que pensar, quando isso gera dor, é realmente tentador.
domingo, 25 de abril de 2010
Adeus
Sei o que eu quero, aliás presumo, não tenho certeza. Tenho vontades, mas faltam movimentos. Como se a morte tivesse me alcançado antes do tempo, meu coração parou, os únicos fatos que eu vejo são os que ilustraram minha vida recentemente, e as previsões mais próximas não são boas. Toda hora um branco clareia minha mente, tudo que eu leio voa vagarosamente para algum lugar que eu nem sei nomear. Sinto-me angustiada, as horas passam, dançam, flutuam, e eu fico parada. Só queria ouvir certas frases, não queria que as coisas tivessem tomado esse rumo. A solidão. Ela é boa quando você tem a certeza de que alguém te ama mesmo sendo abominável, ou quando você tem liberdade. Aprisionada, é como me sinto, pela dor dos que me amam, pela mentira que me cerca e pela pobreza de alguns que me rodeiam.
Ainda estou dispersa em um vazio, é a morte. Minha alma não tem salvação. Cheguei ao final do caminho, o sangue entre os espinhos já não estremecia ninguém. Lágrimas que não secam, gritos que não ecoam; eu tentei, eu juro, mas ninguém me ouviu. Não sei mais sorrir.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
A vida e o homem
Poesia criada há 5 anos, durante a minha oitava série; coisa de criança! Achei entre minhas lembranças e resolvi postá-la aqui.
O homem mata
O homem perde
O homem vive
O homem ganha
Nossa sociedade
Exemplo de irresponsabilidade
Onde a ganância
Não dá espaço à importância
O homem deseja
o seu sonho, sempre almeja
E assim esquece
Que o maior desejo
que um homem pode ter
É o de viver
O homem mata
O homem perde
O homem vive
O homem ganha
Nossa sociedade
Exemplo de irresponsabilidade
Onde a ganância
Não dá espaço à importância
O homem deseja
o seu sonho, sempre almeja
E assim esquece
Que o maior desejo
que um homem pode ter
É o de viver
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Indefensibilidade
Segue seu caminho sem rumo que a tristeza lhe guia. Segure-se por estas cordas que lhe estendem. Humanos os que o fazem, pois conhecem a dor existente no íntimo de cada um. Indefeso na escuridão da própria alma, a maior inimiga do moral leva-lhe pelo caminho da perdição. Esta que não se faz pela extravagância ou libidinagem, porém pela negação do movimento, desejo milenar das máquinas. Segure-se, contudo não faça do próximo impulso um ímpeto insensato, a inação não consiste na ausência de defesa.
Enquanto luta pela própria existência, construa seu chão. Se só nos preocuparmos com as oportunidades que ainda virão, não consolidaremos o que já construímos, vivendo um futuro que talvez não exista, e em um presente semelhante a um passado distante.
Sim, somos indefesos, fortifiquemo-nos.
Enquanto luta pela própria existência, construa seu chão. Se só nos preocuparmos com as oportunidades que ainda virão, não consolidaremos o que já construímos, vivendo um futuro que talvez não exista, e em um presente semelhante a um passado distante.
Sim, somos indefesos, fortifiquemo-nos.
A arte da paciência
Seja paciente, essa é uma das frases mais irritantes para falar a quem já está perdendo o juízo em qualquer situação. Sim, ser paciente é uma arte, seja lá como for praticada, do simples saber esperar, a curto prazo, ao crédito não correspondido que é dado a alguém, a longo prazo ou não. Se pararmos pra pensar na maioria dos problemas relacionais entre pessoas civilizadas, constataremos que a falta de paciência é uma das principais causas de desentendimento. É a questão do saber ouvir. Se soubéssemos fazer isto, quão mais fácil seria a vida. As pessoas criticam, magoam, matam por não ter paciência para ouvir o que seu semelhante tem a dizer. Elas acreditam ser pacientes, mas não ouvem, escutam; não toleram opiniões divergentes das que elas têm; tentam de qualquer forma criticar o pensamento do próximo, mesmo que este seja melhor do que os delas. O pior é que essas pessoas não estão longe de nós, e o mais horrorizante é que somos elas. Queremos que nos ouçam e nos entendam, mesmo quando somos os primeiros a não fazer o mesmo com quem está ao nosso lado. Aprendemos rápido que para ser alguém na vida precisamos batalhar, quando iremos perceber que só seremos alguém de fato quando estivermos verdadeiramente humanizados?
terça-feira, 20 de abril de 2010
A partida corrói, a solidão constrói.
Ai, as aceitações e decisões que nos cabem! Se deixar algo para trás por escolha é ruim, imagina quando somos forçados a fazê-lo. Não, não imagine, lembre-se. Não sei se todos, mas grande parte das pessoas provavelmente já se sentiu nessa situação. Porém, como expus no texto fragilidade, a ideia de solidão ficou dançando na minha mente. O que ela significa? Uma frase não ousava sair da minha massa cinzenta: a partida corrói e a solidão constrói. Frase, esta, que não li em lugar algum, mas senti. Chico Buarque diz, em sua música entitulada Copo Vazio, a seguinte frase:
"é sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar"E está. O que é a solidão senão nosso corpo composto por nossa consciência e alma? A solidão nasce de uma exclusão, seja esta reflexiva ou não, e pode resultar em um aprofundamento magnífico de cada um em sua própria essência e sentido.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
O que fazemos
As coisas pesam, contudo têm seu valor. O que fazemos e o que queremos nem sempre correspondem, nos prendendo à incerteza perante a tomada de atitude. A balança está quebrada. Enquanto a mente está parada, e o minuto de silêncio de nossa alma é respeitado, continuamos a marchar pela inércia. Nossos passos são de curupira, andamos em frente voltados para trás. Estagnados, na verdade, estamos. Inconsequentemente escrevemos nosso futuro. Este que provém da ação, ou da estagnação, nos mostra, cotidianamente, o que foi escolhido por tantos outros que já passaram.
A conclusão que tiramos da inevitável observação vivencial é que a estagnação poucas vezes resulta em felicidade, e a ação muitas vezes traz tragédias. É relativa a atitude que devemos tomar diante de cada caso, ainda assim é mister que pensemos bem antes de obter a decisão final. Só não podemos deixar de consertar a nossa balança, se não, viveremos na angústia eterna da dúvida.
Escolher é estar vivo, errar é não ser sobre-humano, corrigir os erros é iluminar a própria essência.
domingo, 18 de abril de 2010
Hoje eu só não quero pensar
Tem dias que não pensar ou morrer é essencial. O que era rotina, aos nossos olhos apressados, nos agrada, o velho nos enjoa, o novo nos ilumina e o simples nos faz sentir mais vivos. Relativo, talvez, novas perspectivas, não sei, mas o medo incontido na alma evapora. A temperatura sobe na euforia do eu desajustado, na tentativa de encontrar novamente quem somos. Sorte de alguém que um dia achou ter encontrado, feliz aquele que realmente encontrou. Alguns pensamentos nos afundam na ilusão, outros nos resgatam da solidão. Solidão da alma, que já não respondia a sua própria criação. Quando a mente não é capaz de sanar a alma, a morte parece ser a única opção, mas quem nunca passou por um momento de escuridão, nunca soube o que é viver.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Fragilidade
Tão bom dormir junto e acordar sozinho. Tão horripilante e ao mesmo tempo gratificante é encarar a realidade do eu. Não jogar a nossa felicidade nas costas de quem amamos é o primeiro passo para amar de verdade alguém. Sê independente, em todos os sentidos, principalmente amorosamente. A solidão não é um estado de tristeza, mas é um sentimento puro, não há traições, decepções, a única coisa que importa somos nós. Por que nos sentimos tão frágeis quando alguém nos deixa? Pensando bem, no que este alguém me acrescentava? Eu sou eu, em nada acrescentou a minha personalidade, logo eu não deveria me sentir tão frágil ao ser largado. Porém, devo confessar que a fragilidade pode vir do fato de não se sentir mais acolhido, amado, amparado, o que é um erro. O que essa pessoa entre milhões de outras tem de tão especial, que qualquer outra no mundo não pode ter? Você conhece todas as outras? Pra que servem os amigos, familiares, o seu eu? Antes de fortificar o relacionamento com alguém, devemos fortificar o relacionamento com nós mesmos. Aos poucos, venho aprendendo isso. E você, já fortaleceu seu amor próprio?
quarta-feira, 31 de março de 2010
Como descrever o comum paradoxo: Tristeza e Felicidade
Vivo em um constante desânimo, o corpo pesa. A vontade de não estar mais aqui demora a passar. Você se esquece dos medos, embora encare todos eles. O que é melhor: viver em tristeza ou fugir dela? Fugir não deve ser o melhor caminho, pois acredite no que acreditar, o que vem depois não lhe fará melhor do que o que pode vir agora.
Minha tristeza é alegre. E o paradoxo fica cada vez mais confuso. Talvez a felicidade plena não exista. Não para mim. Talvez exista, mas apenas algumas pessoas podem dizer isso.
Já tomei muitas decisões erradas, ou será que eram certas? Eu tenho certeza do que sinto. A minha alegria consiste em saber que POSSO fazer tudo, já a minha tristeza, em alguns falarem que não o DEVO.
Quem um dia me entender, não diga que estou errada.. Diga que somente não pequei por ser quem eu nunca quis. E quem sou eu? NINGUÉM!
“Torna-te quem tu és” F.N.
Minha tristeza é alegre. E o paradoxo fica cada vez mais confuso. Talvez a felicidade plena não exista. Não para mim. Talvez exista, mas apenas algumas pessoas podem dizer isso.
Já tomei muitas decisões erradas, ou será que eram certas? Eu tenho certeza do que sinto. A minha alegria consiste em saber que POSSO fazer tudo, já a minha tristeza, em alguns falarem que não o DEVO.
Quem um dia me entender, não diga que estou errada.. Diga que somente não pequei por ser quem eu nunca quis. E quem sou eu? NINGUÉM!
“Torna-te quem tu és” F.N.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Tempo

Vamos dar tempo ao tempo! Como é difícil pedir isso a nossa geração.
Crescemos comendo em fast-food, praticamente com internet de banda larga, aprendendo a pensar no futuro como se fosse imediato, a ligar e desligar aparelhos por um controle remoto. Somos da geração tecnológica, somos acostumados a ter, e fazer coisas rapidamente.
O que fazer então, quando temos de esperar por um longo prazo? É como se aquilo nunca fosse acontecer, como se estivessem nos iludindo. Mesmo com todas as atividades de nosso dia-a-dia, o tempo voando, quando paramos e esperamos por algo ansiosamente, a rapidez se transforma em lentidão.
Esta, por fim, se torna ainda mais lenta quando nos faz entrar em contato com nós mesmos. E é nessa hora, que somos obrigados a encarar quem somos, avaliar nossa vida, e ter consciência da espera.
Em um mundo onde um ano parece uma semana, ainda é doloroso esperar.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
2010, o ano das mudanças
2010, o ano que promete, como tantos outros prometeram!
Todos apostam no ano novo, é como um ritual anual de renovação das esperanças. Mas por que ao passar dos dias, as pessoas não tentam cumprir suas promessas, contribuindo para o mundo melhor que esperam? É como perguntar por que todo dia não é como o dia de Natal! O que os impedem de ser?
Então, minha gente, somos responsáveis por 2010, por tudo que queremos que aconteça.
É tão legal poder escrever palavras de incentivo, para um futuro promissor que não sai do papel.
Então, que venha o Hexa do nosso Brasil! Hexacampeão em alienação, fome, pobreza, corrupção, violência, e no futebol também!
Um Feliz Ano Novo para todos!
E um desesperado apelo por mudança!
Todos apostam no ano novo, é como um ritual anual de renovação das esperanças. Mas por que ao passar dos dias, as pessoas não tentam cumprir suas promessas, contribuindo para o mundo melhor que esperam? É como perguntar por que todo dia não é como o dia de Natal! O que os impedem de ser?
Então, minha gente, somos responsáveis por 2010, por tudo que queremos que aconteça.
É tão legal poder escrever palavras de incentivo, para um futuro promissor que não sai do papel.
Então, que venha o Hexa do nosso Brasil! Hexacampeão em alienação, fome, pobreza, corrupção, violência, e no futebol também!
Um Feliz Ano Novo para todos!
E um desesperado apelo por mudança!
sábado, 26 de dezembro de 2009
Contrariamente juntas
Falta de coragem é fraqueza. Mentira, não o é.
É mais fácil escolher a alternativa de, simplesmente, não ter, ou a de não ter, mas poder aproveitar?
Quando deixamos de existir, abrimos mão de tudo, até do que não poderíamos ter inteiramente. Nesse caso, quem é o mais corajoso, o suicida, ou os que falam que isso é fraqueza?
Eu creio que tirar a própria vida requer muito mais coragem do que julgar, ainda sem considerar a luta eterna.
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